A pré-campanha para o Governo do Maranhão entrou em uma nova fase. Com as alianças praticamente consolidadas, o eleitor já consegue identificar com clareza quais serão os principais palanques ideológicos que disputarão as eleições de 2026.
O movimento mais recente foi o anúncio do apoio de Eduardo Braide (PSD) à candidatura de Lahesio Bonfim (Novo) ao Senado. A composição encerra as dúvidas sobre o posicionamento político do ex-prefeito de São Luís, que durante boa parte da pré-campanha evitou se colocar de forma explícita entre direita e esquerda.
Ao trazer para sua chapa um dos principais nomes do bolsonarismo no Maranhão e manter Elaine Carneiro como candidata a vice, Braide consolida seu projeto no campo da direita conservadora e bolsonarista.
No campo governista, Orleans Brandão (MDB) lidera a chapa apoiada pelo governador Carlos Brandão. Ao lado do vice Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos) e dos candidatos ao Senado Weverton Rocha (PDT) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), o grupo reúne partidos de centro e centro-esquerda que dão sustentação à atual gestão estadual.
Já o vice-governador Felipe Camarão (PT) representa o palanque da esquerda liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua pré-candidatura busca unificar o eleitorado petista e os setores progressistas, apresentando uma alternativa própria dentro do campo da esquerda.
Mais à esquerda, o PSOL e o PSTU também marcam presença na disputa. Enilton Rodrigues, pelo PSOL, e Saulo Arcangeli, pelo PSTU, defendem pautas ligadas aos movimentos sociais, aos trabalhadores e ao socialismo, mantendo o perfil ideológico característico das duas legendas.
O cenário ainda conta com André Luís (Missão), que busca representar o eleitorado conservador fora dos principais blocos políticos que polarizam a disputa.
Com os palanques praticamente fechados, o Maranhão chega à corrida eleitoral com um cenário cada vez mais definido: de um lado, a direita bolsonarista liderada por Braide; de outro, o grupo governista de Orleans Brandão; além da candidatura petista de Felipe Camarão e das candidaturas da esquerda mais ideológica, representadas por PSOL e PSTU.
Fonte: blog do Minard

