A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito, autorizado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), para apurar suspeitas de apropriação indébita previdenciária envolvendo o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, e o secretário municipal de Administração e Finanças.
A investigação teve início a partir de uma Representação Fiscal para Fins Penais encaminhada pela Receita Federal, que identificou supostas irregularidades no recolhimento de contribuições previdenciárias pelo município, apontando um débito de R$ 343.627,95 e um crédito tributário definitivamente constituído superior a R$ 503,6 mil.
De acordo com os documentos do caso, o prefeito foi apontado como responsável pelas irregularidades na atual gestão e, mesmo notificado previamente pela Procuradoria Regional da República, não apresentou manifestação no prazo estabelecido.
Com a abertura formal da investigação, a PF determinou novas diligências — incluindo a solicitação de atualização sobre o crédito tributário à Receita Federal e a intimação dos investigados para prestarem depoimento —, visando esclarecer se houve retenção indevida de valores sem o devido repasse à Previdência Social, crime previsto no Código Penal cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.

