
Está semana o diretor do Hospital Geral Municipal de Codó (HGM), Raimundo Lisboa, fez uma infeliz colocação ao dizer que muitas pessoas deixam de ser atendidas naquele hospital porque não chegam com um bilhetinho de vereador. Se essa não foi a intenção de Lisboa não sabemos, mas pegou mal. E muito mal. O gestor deu a entender que para ser atendido no hospital, a pessoa tinha que ter padrinho político. E para todos nós que temos um pouco de noção sobre atendimento em órgãos públicos, sabemos que as coisas não podem ser assim. Raimundo Lisboa fez essas declarações ao Repórter Acélio Trindade, quando o procurou para saber desses tais “bilhetinhos”, que são enviados pelos vereadores da cidade de Codó.
SIM, MAIS O QUE DIACHO SÃO ESSES BILHETINHOS MESMO?
Minha gente, para bom entendedor meia palavra basta. Portanto, o nobre Lisboa quis dizer que quem chegar lá com “bilhetinhos” de vereadores será atendido rapidamente, sem muita frescura, sem muita demora, sem muito lengalenga. Então quando alguém precisar de atendimento pediátrico não procure o hospital, mas sim os vereadores de Codó. Procurem os parlamentares, para que os senhores possam ser atendidos rapidamente, caso contrário,ficarão esperando a boa vontade dos responsáveis ou mesmo Jesus Cristo tocar no coração dessa gente para que o povo possa ser atendido com decência.
SIM, E SERÁ QUE O PREFEITO SABE DESSA HISTÓRIA?
Não quero acreditar que o prefeito Zito Rolim saiba dessa história. E pelo que o conheço, Zito Rolim, nessa altura do campeonato, já deve ter chamado o nosso nobre diretor Lisboa para uma conversa. O diretor já deve ter sido chamado a atenção sobre essa história de bilhetinho e também sobre as asneiras que o mesmo falou ao Repórter Acélio Trindade.
