
Por meio de decisão da (4°) de Palmas(to), a justiça federal decretou a prisão preventiva de oito investigados na Operação Ápia, entre eles está o ex-governador do Tocantins, Sandoval Cardoso, que continua preso na casa de prisão provisória de Palmas. A decisão aconteceu na sexta-feira (21), e ainda mantém a prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, do empresário Rossine Aires Guimarães.
“O desmantelamento do sistemas de corrupção de tal forma enraizado na Administração Pública requer medidas mais drásticas e efetivas para permitir o avanço das investigações com sucesso. Até por isso, não se vislumbra, neste momento, possibilidade de substituição da prisão cautelar por medidas outras diversas da prisão” diz trecho da decisão.
A solicitação da prisão preventiva foi feita pela Polícia Federal (PF) e encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal com alegação de que a medida é “indispensável para a manutenção da ordem econômica e garantia da ordem pública”. Com isso, seguem presos: Sandoval Cardoso, Alvicto Ozores Nogueira, Francisco Antelius “O Ribinha” de Codó, Wilmar Oliveira de Bastos, Geraldo Mangela Batista,Marcus Vinícius Lima Ribeiro e Humberto Siqueira Nogueira, sendo que este último havia sido liberado por meio de decisão de Tribunal Regional Federal 1° Região e até a tarde de sábado (22),após o decreto de sua prisão preventiva, estava sendo procurado pela PF. O fiscal de contratos, Donizete de Oliveira Veloso, continua foragido da justiça.
A decisão da Justiça Federal foi baseada no inquérito policial que investiga supostas fraudes em licitações públicas de obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica em rodovias estaduais. Os contratos correspondem a R$ 1,2 BILHÃO e o total desviados dos cofres públicos pode chegar a R$ 200 MILHÕES.
Em outro trecho da decisão que decretou a prisão preventiva dos investigados, o fato de que em apenas oito meses, período da gestão de Sandoval Cardoso como governador do Tocantins, tenham sido liberados mais de R$ 500 MILHÕES do contrato do financiamento das obras, ou seja quase metade do valor total do contrato. “Maior perplexidade há quando se considera que tal período coincide com o período eleitoral das eleições de 2014”, apresenta a decisão. Outro trecho compara que “no governo anterior, em 03 anos e 04 meses de gestão, foram efetuados pagamentos e transferências no valor de R$ 456.090.652,46, entre 01-01-2011 e 05-04-2014”.
Com informações: Araguaina Notícias

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Daqui uns dias tá livre, leve e solto, ostentando os carrões aqui no Codó.