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QUÍMICO E EX-DIRETOR DO SAAE DE CODÓ DIZEM QUE O ATUAL DIRETOR MENTIU EM PRESTAÇÃO DE CONTAS NA CÂMARA DE CODÓ

Ex-diretor

Agora pela manhã, por volta das 11h, estive em contato com o ex-diretor do SAAE, Paulinho Maclaren, e com o químico  Marcos André Gomes dos Santos, que atuou no laboratório do Serviço Autônomo de Águas e Esgoto nos anos em que Maclaren esteve à frente da autarquia.

Ambos demonstraram insatisfação com as afirmações proferidas pelo novo diretor Evimar Barbosa que disse, na audiência pública de prestação de contas, realizada ontem, 30, na Câmara, que a administração anterior estava fazendo testes de qualidade de água que vai para os lares codoenses utilizando REAGENTE, tecnicamente chamado de Caldo de Lactose,  vencido desde 2013.

“Então a análise da água que era feita não tinha confiabilidade, se nós estávamos usando reagentes que estavam vencidos desde 2013, realmente, não tinha como precisar que nós estávamos fazendo a análise de uma água tratada”, disse Evimar

Entregando-me 4 DOCUMENTOS DE AUXÍLIO DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA (DANFE), o químico afirmou provar, com eles, que nada estava vencido, como dissera o novo diretor. Na opinião de Marcos André, as próprias datas de compra e de validade indicam que a fala de Evimar Barbosa não passa de uma mentira.

Os DANFE, da empresa EMBRAMÉDICA PRODUTOS DE LABORATÓRIO LTDA. foram emitidos nas seguintes datas:

  • Comprado em 26/09/2013 – vencimento para  10/01/2017
  • Comprado em 08/072015 – vencimento para 12/08/2019
  • Comprado em 01/07/2016 – vencimento para 18/08/2019

Paulinho e Marcos André também apresentaram um DANFE com data de compra do reagente em 16/05/2017. Quanto à esta compra questionaram – Se o reagente estava mesmo vencido desde 2010 por que só nesta data (16/05/2017) a nova gestão do SAAE fez nova compra do mesmo produto?

No mais os dois, que não quiseram gravar entrevista apesar de meu pedido,  afirmaram que a água era analisada rigorosamente todos os dias da semana, o ano inteiro com reagente dentro da validade, e que nenhum consumidor correu qualquer risco de vir a beber água com coliformes fecais, por exemplo.

Fonte: Blog do Acélio

3 Responses

  1. Aí é que tá o xis da questão! O gestor do órgão “recebia” as notas, mas os produto não eram entregues, e o dinheiro o gato comia. Involuntariamente acabaram se incriminando! Marrapá!

  2. O químico, professor Marcos André profissional competentíssima e uma pessoa comprometida com o q faz,Conheço seu trabalho

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