Olá, queridos leitores, tudo bem com vocês?
Vou falar hoje sobre uma aflição que eu vive nesses últimos dias, que me fez pensar demais sobre a responsabilidade que temos em relação às crianças, e quando digo nossa, não é só quando se tem filho não, toda a sociedade é responsável indiretamente pela formação do caráter dos nossos pequenos cidadãos.
Eu estava esperando um aprendente (termo usado pela Psicopedagogia à pessoa que está em terapia da aprendizagem) e ele não apareceu. No dia seguinte, a mãe dele me liga e diz o motivo da ausência: ele tentou se suicidar.
Meu Deus, eu pensei, o que leva uma criança a atentar contra a própria vida? O que falta na vida de uma criança de 10 anos? Como se formula um pensamento suicida nessa idade?. Então eu fui pesquisar e o suicício infantil é real e cresceu até 40% em 2012, logo, em 5 anos, deve ter aumentado. E não é culpa da baleia azul não, esse jogo é só a gota d’àgua, mas é também um estímulo para o ato do suicídio.
De acordo com Tânia Paris, presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (SP) “Hoje, as crianças estão sobrecarregadas de atividades e informação. São cobradas demais para serem bem-sucedidas e esperamos muito delas. Quando não correspondem às nossas expectativas e as delas, sentem-se fracassadas e deprimidas. O problema se agrava dia a dia até beirar o insuportável. O sofrimento fica tão intenso que a vida perde o sentido”
Ou seja, precisamos dar mais atenção e amor aos cidadãozinhos, filhos, sobrinhos, vizinhos, enfim, qualquer criança, afinal, quando se cresce com amor e segurança, a vida se torna mais leve, e feliz.
Faço um apelo aqui a todos vocês que estiverem lendo, cuidem da vida emocional antes de ter um filho, e mais ainda quando este filho já existir entre nós. Professores e demais profissionais também tem a mesma responsabilidade, cuidar das emoções, antes de orientar crianças. E por fim, cuidem também das emoções das crianças, para que elas saibam que podem crescer com confiança em si e no outro.
Polyana Branco
Psicopedagoga
