Os relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) sobre a aplicação dos R$ 35 milhões R$ 79.475.126,63 em valores corrigidos com aplicação de juros, segundo o sistema de atualização de débitos do (Tribunal de Contas da União) que Roseana Sarney recebeu do então ministro de Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para combater os danos provocados pelas enchentes de 2009, revelam supostos desvios envolvendo a ex-governadora.
Realização de pagamentos indevidos mediante recebimento fictício de obras não realizadas, dispensa indevida de licitação e a pavimentação asfáltica de péssima qualidade, são algumas das marcas registradas pela fiscalização da CGU.
A controladoria calcula que 50,25% dos recursos foram aplicados irregularmente, e que pode obrigar a população maranhense a devolver bem mais do que os R$ 18 MILHÕES (corrigidos) propostos pelo parecer técnico do Ministério da Integração, ao reprovar parcialmente a prestação de contas do referido convênio. Os registros fotográficos da fiscalização IN LOCO ( entre novembro e dezembro de 2010)das obras emergenciais de pavimentação urbana em Dom Pedro dão um trágico exemplo do que foi o governo Roseana Sarney no trato do interesse público.
Na cidade, os fiscais constataram que as Ruas Eng. Rui Mesquita, Jorge Fernandes, Manoel Oliveira Gomes, Lino Peres e Alzira de Oliveira não possuíam quaisquer sinais de que efetivamente tenham sido recuperadas/ pavimentadas, conforme estabelecia o contrato firmado pela graciosa gestão da ex-mandatária do Maranhão.
Segundo o relatório, a empresa Construimper Ltda recebeu indevidamente R$ 333.086,89 por ter realizado obras em apenas 21, 25% da extensão e 19,76% da área prevista no projeto de recuperação dos danos provocados pelas chuvas no município.
