O ex-prefeito de São José de Ribamar e pré-candidato a deputado federal Gil Cutrim é alvo de uma gravíssima ação do Ministério Público (veja aqui). Ele foi denunciado pela promotora de justiça Elisabeth Albuquerque de Sousa Mendonça.
A promotora revelou uma verdadeira fortuna que Cutrim adquiriu no período de 2010 a 2015, apontando bens com valores desproporcionais à renda do ex-prefeito.
Na Ação Civil, o Ministério Público detalha que Gil Cutrim é o proprietário de um apartamento no Edifício Murano, em São Luís-MA, avaliado em R$ 6 milhões.
Gil também declarou a compra de um sítio, no bairro Maracajá, em Ribamar, no valor de R$ 450 mil. Atualmente, a propriedade está sendo negociada por R$ 3 milhões. Além disso, ele também é proprietário de uma casa no Condomínio The Prime, no valor de R$ 666.761,62.
Segundo o MP, o escritório Cutrim & Lima Advogados Associados, que tem Gil como um dos sócios, comprou uma BMW no valor de R$ 269 mil, uma outra BMW por R$ 310 mil, um Audi Turbo FSI por R$ 229.900 mil, uma BMW X5 por R$ 340 mil, totalizando R$ 1.148.900,00 em automóveis. Todos os veículos estão no nome de Juliana Cutrim, esposa dele.
A promotora Elizabeth Albuquerque, na Ação Civil, registra que a ilicitude praticada por Gil Cutrim, na qualidade de prefeito, supera a mera seara fiscal e cível (improbidade), atingindo, igualmente, a criminal, no que se refere à sonegação fiscal, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisas em razão das condutas tipificadas na Lei nº 8.137/91, 9.613/98 e Código Penal, cujos crimes serão investigados em procedimento criminal próprio.
TRANSFERÊNCIAS
A quebra do sigilo bancário e fiscal de Cutrim e do escritório de advocacia revelou diversas transferências para a conta de Juliana Cutrim. Ela é dentista e proprietária de uma empresa de recreação infantil e foi sócia-proprietária de uma franquia de clínica odontológica.
Diante disso, o Ministério Público pediu, na Ação Civil, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Juliana Cutrim. Na avaliação do MPMA, a medida é necessária para esclarecer o destino do dinheiro, pois a ex-primeira-dama também teve aumento significativo do patrimônio, durante os anos de mandato do marido.
“A utilização de aplicações financeiras é largamente usada em crimes contra a ordem econômica e tributária, notadamente a lavagem de dinheiro e sonegação fiscal”, afirmou a titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível.
Fonte: Luís Pablo


One Response
vai dar em nada essa investigação, o ministério público tem muita boa vontade de coibir essas mazelas contra o dinheiro publico no Brasil e em especial no Maranhão mais infelizmente a alta cúpula da magistratura não deixa o MPE ou MPF trabalhar fazendo barreira para proteger esses políticos, com tudo isso que a promotoria levantou sobre esse ex-prefeito se fosse um país serio ele estaria preso e incomunicável. para começar esse comentário nem publicado vai.