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POR PROF. JACINTO JÚNIOR: ELEIÇÕES DIRETAS PARA GESTORES PARA ALÉM DA PERSPECTIVA ADMINISTRATIVA

Uma das históricas bandeiras do movimento estudantil secundarista brasileiro – a luta pelas eleições diretas para gestores – já é realidade na cidade de Codó, desde 2010, política implantada com a reestruturação do PCSS – Plano de Carreiras, Cargos e Salários – e é de bom alvitre informar que, só a partir da gestão do ex-prefeito Zito Rolim (2009-2012) é que efetivamente tal Plano fora executado de forma concreta, valorizando significativamente as condições salariais do Magistério Público.

Além da política salarial outra importante novidade da reformulação do Plano foi a introdução das Eleições Diretas para Gestores de Escolas. Segundo o Plano o primeiro processo seria uma ‘experiência piloto’ e, conforme os resultados tal política tornar-se-ia uma prática sistêmica – essa novidade agora está em sua 4ª edição, mostrando que o caminho percorrido é absolutamente correto. No Maranhão, talvez Codó seja o pioneiro a adotar esse mecanismo democrático. Em seguida, o governo Flávio Dino (2014-2018), quando assumiu a gestão estadual, reproduziu esse mecanismo no sistema educacional maranhense como medida necessária para a gestão democrática e, ao mesmo tempo atender ao que preconiza a LDB – Lei de Diretrizes e Base da Educação.

A gestão democrática implica aperfeiçoar os mecanismos administrativos, fomentando a participação da comunidade na escola, fortalecendo os vínculos com os educadores e educandos, aproximando-se também dos demais profissionais do sistema como se fossem um corpo orgânico atuando coerentemente as políticas internas propostas.

Como adepto dessa política orgânica – a gestão democrática – incentivo aos colegas a participarem desse processo democrático na perspectiva de somarem com o desenvolvimento do ensino, a sua qualidade e, principalmente, exercitem a cultura democrática como ferramenta mobilizadora de um processo significante.

Creio que a SEMECTI articulada com o CME – Conselho Municipal de Educação – já estejam estudando o Edital para a realização das Eleições Diretas para Gestores. Nossa preocupação é de que o Edital seja um instrumento agregador e democrático, que facilite a vida dos operadores da educação que desejam participar do processo. Afinal, a democracia é o principal instrumento equalizador do sistema e seus desdobramentos.

Por fim, esperamos que a classe trabalhadora educacional esteja antenada com esse instrumento determinante para a consolidação da democracia no sistema educacional, tenha consciência política necessária para ser protagonista de um modelo diferenciado visando a reformulação completa e profunda do sistema educacional municipal.

Que as Eleições Diretas para Gestores seja o mais importante objeto no contexto educacional acoplado às experiências exitosas. Queremos com isso, reafirmar que o gestor tem a responsabilidade de conduzir um trabalho crítico e colaborativo. Portanto, a competência administrativa é que vai direcionar o nível de compromisso e desenvolvimento dos espectros educacionais para elevar os indicadores educacionais de nosso município. O gestor não é inimigo do administrador público, é, antes, um aliado, ele faz crítica construtiva e aponta as alternativas para sanar as deficiências e/ou contribuir para amenizá-las terminantemente.

Ser gestor é ser um administrador, é mostrar competência, é deixar um legado para a posteridade; é tornar-se uma referencia ilustrada. Que nossos colegas de trabalho avancem na perspectiva de trazer a lume uma nova concepção administrativa no setor educacional e revolucione nossos educandos dando-lhes os rudimentos primários para que amanhã sejam capazes de produzir novos sentidos do fazer e ser e, inversamente, tornem-se sujeitos históricos dialéticos fazendo história na e pela.

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