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FLÁVIO DINO SAI EM DEFESA DE JEAN WYLLYS APÓS POSTAGENS DE BOLSONARO

O governador Flávio Dino (PCdoB), usou o tuíter na manhã desta sexta-feira (25), para comentar a decisão do deputado federal eleito Jean Wyllys (PSOL), que em entrevista à Folha de São Paulo afirmou que não irá assumir seu terceiro mandato seguido em Brasília e que sairá do país por estar recendo ameaças de morte.

Se estivesse na minha esfera de decisão, em vez de “piadas” ou “comemorações”, chamaria o deputado Jean Wyllys e ofereceria as garantias possíveis. Seria o correto, em respeito a ele, aos seus eleitores e à democracia representativa assegurada pela Constituição”, tuitou Dino.

O comentário do governador vem após Jair Bolsonaro (PSL) se manifestar indiretamente nas redes sociais. “Grande dia!”, tuitou o presidente logo após a decisão de Wyllys se tornar pública. “Vá com Deus e seja feliz!”, postou dos minutos depois o filho e vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL).

As postagens do clã Bolsonaro foram alvos de críticas nas redes sociais, já que Wyllys disse ter tomado a decisão de não assumir o novo mandato motivado pela morte da vereadora carioca Marielle Franco e das relações não esclarecidas entre os suspeitos do assassinato com o atual Senador Flávio Bolsonaro (PSL).

Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário. O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, disse Wyllys.

ESCOLTA

O deputado psolista vive com escolta policial desde que Marielle foi assassinada a tiros na capital carioca, em março de 2018. Segundo Folha de São Paulo, o número de ameaças de morte contra o deputado eleito se intensificou.

Wyllys foi um dos primeiros deputados assumidamente homossexual a liderar a defesa por direitos LGBT na Câmara dos Deputados. Ao longo de sua atuação na política, ele foi alvo frequente de ataques e ameaças, e venceu ao menos cinco processos por calúnia e difamação.

Fonte: Luís Pablo, com informações do Imparcial

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