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A POLÍTICA DO PÃO E CIRCO: QUAL O REAL BENEFÍCIO DO DINHEIRO GASTO NO CARNAVAL?

A lógica e o “Bom Senso”, parecem não fazer parte da linha de trabalho de muitos políticos que tentam a todo custo, ganhar a aceitação pública de uma gestão atabalhoada, como é o caso da administração municipal em Codó, praticando a política do “Pão e Circo”.

“Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar…” Provérbio Taoista.

A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento.

Assim, nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades acalmavam o povo com a a construção de enormes arenas, nas quais realizavam-se sangrentos espetáculos envolvendo gladiadores, animais ferozes, corridas de bigas, quadrigas, acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalo. Outro costume dos imperadores era a distribuição de cereais mensalmente no Pórtico de Minucius. Basicamente, estes “presentes” ao povo romano garantia que a plebe não morresse de fome e tampouco de aborrecimento. A vantagem de tal prática era que, ao mesmo tempo em que a população ficava contente e apaziguada, a popularidade do imperador entre os mais humildes ficava consolidada. (Texto extraído do site: Política do Pão e Circo – MANOELA Z. BRUSCATTO

Para algumas gestões, realizar uma festa carnavalesca requer uma parcela financeira que, poderia ser investida na qualidade de vida de seu povo, além da contratação de bandas, trios e camarotes, ainda há uma demanda de jovens que de forma precoce iniciam em suas vidas, o contato com algumas drogas, causando um prejuízo muito grande para as famílias.

Nesse período de carnaval, há também o aumento de atendimentos no Hospital Geral Municipal – HGM e na Unidade de Pronto Atendimento – UPA, por conta das consequências do consumo do álcool, onde dão entrada pessoas feridas a faca, pau, pedra e arma de fogo, vinda do Corredor da Folía, isso só cego que não vê.

O Carnaval financiado com o dinheiro público é uma aberração que deve ser combatida pelos mais conscientes, mas não é o caso de Codó,onde a saúde está doente e as escolas em ruínas,ou estou mentindo?

Levando para o campo social e educacional, vamos para o repertório musical, onde se faz apologia à violência, ao consumo de drogas e à depravação e a vulgaridade nas coreografias, será que isso não se vê?

Se o governo do estado destina verba para a realização do carnaval em Codó, eu pergunto: “Que cunho cultural esse carnaval tem, já que a maconha, o álcool, o loló e a cocaína são os objetos de consumo entre os segmentos que frequentam os locais de folia? O blog não é contra carnaval, porem é contra sim os gastos exorbitantes que são feitos com coisas supérfluas utilizando o dinheiro público durante a festa momesca.

Fonte: Reinaldo Bezerra, com adaptações BLOG DO DE SÁ

4 Responses

  1. Só vejo assim, se faz estão gastando dinheiro que podia ser investido em áreas como saúde e educação. Se não faz é fraco e tá guardando dinheiro.

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