
Permita-me parafrasear Marx quando da publicação de seu livro mais importante escrito em 1848, O manifesto Comunista que, em sua abertura afirma: “um espectro ronda a Europa, o espectro do Comunismo”, é salutar afirmar então: um sentimento coletivo paira sobre o estado do Maranhão, um sentimento popular de mudança e de esperança.
É importante frisar que a tarefa para demolir a hegemonia cinquentenária do Califa das Arábias do MA (o clã Sarney) requer, de todos os maranhenses e, particularmente, os codoenses a resoluta decisão para caminhar com determinação e acreditar que é sim, possível reconstruir um novo ciclo histórico, estabelecer um novo tempo sob a batuta de uma alternativa renovada.
Flávio Dino constrange a elite maranhense por sonhar um Maranhão para todos, sem, contudo, intuir da malícia, da manipulação e da perseguição. Restaurar o estado sem dúvida implicará na dupla luta: contra as forças conservadoras que se tornarão ‘oposição’ e contra o atraso gigantesco imposto pelos conservadores gananciosos no decurso de meio século de dominação.
Agora, preciso relembrar que, a democracia é um instituto elementar para fomentar as transformações estruturais numa dada sociedade e, por isso, acredito na perspectiva democrática e renovada. Ela não pode ser transformada num trampolim para garantir a sobrevida de políticos cínicos que tentarão a todo custo se aproveitar das circunstâncias atuais para afirmar-se como líderes locais infalíveis e que estão a favor da mudança com Flávio Dino.
É premente a mudança e com ela a eliminação do atraso.
Pensando sobre a passagem de Flávio Dino em nossa cidade (19) afirmo:
I. É importante a densidade eleitoral compartilhada com partidos e correntes políticas do campo democrático para se contrapor ao Califa das Arábias do MA (revestido da figura de Edinho 30%);
II. Apesar de Flávio Dino ter conseguido agregar diversas forças e correntes políticas em torno de si para derrotar o conservadorismo estatal, sou contrário, a presença do velho e condenado Biné como aliado de última hora e nem primeira; contudo, a Coordenação Geral de Campanha entende que sua presença é necessária, então que engula esse sapo mal indigesto;
III. Em respeito à ética, à moral, à seriedade e, sobremodo, à democracia que primo de forma indelével, não estarei no palanque acompanhando Flávio Dino – isso, jamais farei -, pois, entendo que ele – Biné Figueiredo – foi um algoz com o povo em período recente como administrador. Manter a coerência e ser retilíneo para mim constitui pedra de toque.
IV. E, finalmente, estarei apenas participando como ouvinte a fala de Flávio Dino. Esse gesto não é de desintegração, mas apenas uma questão de não querer estar ao lado de um inimigo perigoso.
Que Codó receba a Caravana de Flávio Dino de abraços abertos e, demonstre sua força, carinho, e aposte suas esperanças em um Maranhão diferente! Por um Maranhão de Todos nós! Até a vitória!
Por Jacinto Júnior
