
Em menos de um ano “Imperador” foi preso três vezes sob acusações de participação em esquema de desvio de recursos públicos. Desta vez, novo mandado de prisão preventiva foi expedido durante a deflagração da operação Paulo Ramos II, no entanto, o empresário “das fantasmas” não foi localizado, e portanto, é considerado foragido.
Único mandado de prisão preventiva do total de oito determinados pelo Desembargador Raimundo Nonato Magalhães Melo que a polícia civil não conseguiu cumprir nesta terça-feira (05) foi do empresário Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP – filho da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Costa. Conhecido nos bastidores da política como “Imperador”, ele agora é considerado foragido.
As investigações que desencadearam a Operação Paulo Ramos II foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), o foco dessa face foi o prefeito de Paulo Ramos, Tancledo Lima Araújo, filiado ao Partido Verde.
Os outros cinco presos são: O secretário de Administração e Finanças do município, Joaquim Lima Araújo (irmão do prefeito), George Esber Mansour, Moussa Esber Mansour (sócios da empresa JS Silva, utilizada em licitações fraudulentas para o desvio de recursos públicos), Geovana Carla Costa Freitas Mansour, além de José de Alencar Miranda, pai do agiota Gláucio Alenca e Luis Antonio Meireles Gomes, funcionário de Eduardo DP.
DP é um velho conhecido da polícia; Eduardo contabiliza três prisões por corrupção, o blog fez abaixo rápida apanhado sobre cada uma delas, acompanhe:
- Em março de 2015 [Operação Imperador] – Apontado nas investigações conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil como o principal suspeito do desvio do esquema de R$ 5 milhões de diversas prefeituras, incluído a de Dom Pedro, onde sua mãe, Arlene Barros, foi prefeita, DP segundo a polícia, possui dois CPF’s e três identidades, assim como a ex-prefeita. Ele teria ainda dez empresas que negociavam com agiotas dinheiro da merenda escolar, de medicamentos e equipamentos hospitalares.
2 – Novembro de 2015 [Operação El Berite II] – Além de DP, nessa operação foram presos novamente pela Polícia Civil, o agiota Josival Cavalcante da Silva, o “Pacovan”, e o ex-prefeito de Bacabal Raimundo Lisboa. Os três foram acusados pelo Ministério Público de desviar R$ 4,5 milhões dos cofres públicos de prefeituras maranhenses, parte desse dinheiro da prefeitura de Bacabal.
3 – Maio de 2016 [Operação Imperador 2] – Eduardo foi preso pela terceira vez sob acusação de participação em um esquema de agiotagem e fraudes em licitações na cidade, de Dom Pedro. A polícia maranhense afirma que mais de R$ 5 milhões foram desviados pela gestão Arlene Costa – mãe de DP, entre 2009 e 2012. Só para a conta pessoal de “Eduardo DP” foram desviados mais de R$ 3,6 milhões.
Fonte: Domingos Costa
