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COLUNA DA POLYANA BRANCO: A PARCERIA FAZ TODA DIFERENÇA

Há duas semanas, fui fazer visita numa grande e renomada escola da capital, fui recebida pela Coordenadora e pela Psicopedagoga, aonde tivemos uma reunião ao meu ver, muito produtiva. Concordamos em muitos pontos na tentativa de estimular o desenvolvimento do A. de 06 anos, que é um menino muito ativo e que não fica em sala por muito tempo, saindo diversas vezes para o banheiro, tomar àgua, dentre outros motivos. Bom, eu dei uma sugestão de focarmos nas saídas, de modo que diminuíssem, até por fim, serem extintas. Apesar de não terem dado abertura, também não se mostraram contra. O que é muito bom, pelo menos, iriam tentar, uma vez que quando eu estou com A. faço uso da negociação e da 100% certo.

Bom, eu saí da reunião muito confiante como sempre, e feliz, por mais uma vez estar fazendo o bem pra alguém, no caso, o A. Eis que dois dias depois, os pais vem a mim, com outro discurso. A escola desaprovou em tudo o que falei, e até acharam absurdo o modo que venho desenvolvendo o trabalho com A.

Tudo bem, ninguém é obrigado a concordar, mas eu mostrei que da certo e a família acompanha o progresso do filho. O que de fato, me causou revolta, foi o fato de eu ter ido até a escola, ter tido 1 hora de reunião, mostrado meus resultados, e a escola em nenhum momento dizer pra mim, que não concorda, e o pior, não da nenhuma outra alternativa pra criança permanecer em sala. Atitude completamente anti ética, essa coisa de fala pra mim A e pra família B. E eu nem acredito que partiu de uma escola tão bem conceituada.
Apesar disso, continuo desenvolvendo o mesmo trabalho, vejo um menino que já consegue sentar e ler algumas palavras, e o principal, se sente capaz de aprender. Ora, se ele não ficar parado, não terá o prazer do aprendizado, afinal, se perde muito tempo chamando sua atenção ou correndo atrás dele pelos corredores.

Uma outra grande escola, ao contrário, me deu carta branca pra atuar com 3 crianças. Levei minhas sugestões e propostas, e foram imediatamente aceitas, tanto pela escola, quanto pelos pais das crianças. Estas crianças, estavam a um passo de ficarem retidas, fato que nos causou angústia.
E hoje, 1 mês depois de ter estado lá, retorno com as famílias, que podem comprovar, aquisição de palavras simples, frases curtas com interpretação e segurança em si. Essa foi a meta.E a parceria entre a escola, família e psicopedagoga, fez com que essa meta fosse alcançada. Em 1 mês conseguimos essa vitória. E esse fato, me levou até a direção, aonde eu tive o prazer de ouvir um “”obrigada pela parceria”.

Enquanto uns fecham as portas, outros a “escancaram” e a gente é que sai mais feliz, por ter o entendimento da importância da PARCERIA em nome das crianças com transtorno de aprendizagem.

Polyana Branco: Psicopedagoga

 

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