O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reafirmou em entrevista a O Globo, divulgada neste domingo (11), que efetivamente conversou com o apresentador Luciano Huck, mas sem tratar de formação de chapa para 2020.
Ele defendeu o diálogo com forças ditas de centro, como forma de buscar aliados para “a defesa do estado democrático de direito”.
“É claro que ele se situa em outro campo político. Não é um quadro, uma liderança, que busca se construir na esquerda. Mas o fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar (…). Devemos conversar com aqueles que neste momento nos ajudem na defesa do estado democrático de direito. Não houve nenhum tipo de debate com o Huck, nem da minha parte, nem da parte dele, sobre a eleição de 2022 por uma razão prática: estamos em 2020. Seria um debate destituído de objetividade, uma vez que daqui até lá há inúmeros caminhos a serem percorridos”, disse.
Ainda sobre o encontro com “global”, Dino disse que é melhor Huck estar conversando com ele do que com o presidente Jair Bolsonaro.
“Eu prefiro o Luciano Huck conversando comigo do que conversando com o Bolsonaro. Sobre a declaração do deputado Paulo Teixeira, achei um gesto simpático, de respeito, amizade, até por causa da história de aliança que temos com o PT desde 1989, desde a primeira candidatura de Lula. É normal que o nosso candidato preferencial seja o PT, assim como outros partidos de esquerda como o PSB, o PDT. Defendo uma frente orgânica, uma reorganização da esquerda, e é claro que só é possível imaginar isso com o PT, jamais contra o PT, mas sem que haja uma imposição de liderança A ou B ou de partido A ou B”, completou.
Leia aqui a íntegra da entrevista.
Fonte: Gilberto Leda

