
O espetáculo vespertino legislativo transfigurou-se numa anedótica cena de derruba e levanta liminar. Foi patético e lamentável o cenário apresentado pelos pares da Casa do Povo para o povo presente.
Repito o que já dissera anteriormente: não sou simpático a nenhuma das forças políticas que se digladiam pelo controle do poder legislativo – sim, legislativo minúsculo, por sua representatividade igualmente pequena, pois, contrasta-se com a falta de estatura e grandeza republicana.
Como educador fiquei embasbacado e assustado com tudo que testemunhei naquela fatídica noite! Embora já tenha presenciado cenas com violência em recente passado entre seus digníssimos pares!
Foi um acontecimento assoberbado pela decadente compostura dos pares atuando na expectativa de legitimar o poder absoluto, de forma ilegítima, pois lhe foi apresentada uma decisão de 2ª Instância!
A Casa do Povo sofreu uma brutal violência em sua forma e conduta. Os costumeiros hábitos apreciáveis foram postos de lado e prevaleceu a intolerância de ambas as partes.
O povo codoense precisa ser respeitado e dar-se por respeito! Pude perceber a presença de alguns indivíduos, com um papel especifico de tumultuar e agredir moralmente a figura de alguns edis. Essa tática é simplesmente deplorável e abominável. O uso desse instrumental caracteriza o nível cultural de quem eles representam e para quem os representa! É um contraste infame que descaracteriza a democracia parlamentar, estabelece uma forma deselegante de se relacionar entre um e o outro. Quem imaginou em algum momento, que o parlamento sofresse tamanha deformidade? E por quanto tempo essa “pendenga” permanecerá?
O culto à democracia foi dissolvido e submetido a um processo de exibicionismo e deboche. A Casa do Povo transformou-se num picadeiro cuja graça foi derrubar sua intocável dignidade enquanto instituição democrática.
Nosso povo não necessita assistir cenas dessa natureza e aplaudi-la, pois, no fundo, se ressente e derrama sob o infértil solo antidemocrático sua esperança num futuro promissor. Esse espetáculo não pode ser objeto de glamour e apoteose para inclinar/declinar a soberania, a autonomia e a responsabilidade da Casa do Povo visando a própria ambição pessoal e negando sua verdadeira função para com a municipalidade.
A violência simbólica se fez presente. E na sua própria presença não agiu com maledicência, apenas observou os queixumes dos atores políticos envolvidos no imbróglio judicial.
Codó não pode mais no crepúsculo do absurdo político acenar no futuro, o mesmo erro que cometera ao conduzir essa plêiade de homens completamente despreparados para nos representar. A decadência moral e o despreparo intelectual tem sido o tecido marcante da política sem proposição, sem finalidade e, sobretudo, sem razão de ser aquilo que deveria propor-se como parlamentar para fiscalizar e laborar leis.
