
Dedicar-se a uma causa com responsabilidade e compromisso.
Entregar-se ao sacerdócio em qualquer lugar e situação com paixão redobrada.
Suportar as adversidades com resignação e dignidade, jamais sentir-se humilhado ante o ambiente desfavorável.
Sofrer copiosamente com o drama de seu aluno, sendo mediador de um processo que possibilite a construção cidadã deste, usando seu saber pedagógico.
Enfrentar com indignação a destruição do sistema educacional e, com ele, a desgraça de um futuro promissor.
Cuidar do outro, sem, contudo, exigir nada em troca. Aliás, apenas o aprendizado do aluno basta para fazê-lo feliz!
Dispor seu talento e doar-se por inteiro a um ‘estranho’ – aluno – que, logo em seguida, fará parte de sua família – a sala de aula – e o ajudará permanentemente em suas aprendizagens para tornarem-se companheiros.
Combater a teimosia, oferecendo em troca a obediência e o respeito, assim, permitindo fluir a amizade mútua na relação mestre-aprendiz.
Ser compassivo e manso de virtude, com isso, quebrar a resistência de seus aprendizes fortalecendo a cultura da paz social.
Tornar-se luz na escuridão no mundo do analfabetismo e recuperar a cegueira intelectual que tanto dano provoca ao indivíduo socialmente.
Entender parcimoniosamente a conflituosa relação entre o sujeito do processo – aluno–família-professor numa perspectiva valorativa em que todos percebam o potencial de cada um e, desse modo, seja construído novas formas de convivência e de ser.
Ser uma fênix ressuscitando a esperança e acreditando permanentemente no impossível e no imponderável (o saber/saberes não pode ser objeto da individualidade tão somente, ao contrário, deve ser parte integrante da coletividade, pois, só assim, o conceito de justiça/equidade é garantido a todos).
Desenvolver e alimentar o espírito da camaradagem, contornando as nuance das intrigas dispensáveis e triviais.
Tratar com indiferença a criminalização, o ódio; combater o racismo no interior das instituições escolares e na própria sociedade imatura.
Sabiamente, construir elementos saudáveis para ser internalizados pelos educandos que, quando formados saibam qual caminho optar, sem sofrer a influência de ‘a’ ou ‘b’ em seu futuro profissional.
Construir sujeitos críticos que respeitem a opinião divergente e, acima de tudo, sejam democráticos, a ponto de concordar com o resultado oposto ao que desejaria que fosse, e que saibam distinguir com clareza, o que é o ‘certo’ e o ‘errado’.
Ser educador é:
Garantir um bom ensino;
Promover a formação cidadã do educando;
Construir uma cultura rigidamente crítica;
Propor uma educação libertadora e democrática;
Propugnar por um educando independente, coerente, ético e de bom senso.
Respeitar a concepção individual deste ou daquele educando, como sujeito de direito e autônomo;
Contribuir para uma sociedade essencialmente equilibrada e sem manipulação dos acontecimentos.
