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POR NÃO HONRAR COMPROMISSOS, ANA PERDEU O GÁS E AGORA ESTÁ PERDENDO VÁRIOS ALIADOS NO MARANHÃO

A deputada estadual Ana do Gás (PCdoB) foi eleita em 2014 com uma estrondosa votação, tendo obtido votos em todas as regiões do estado. Agora, no entanto, seu marido não é mais prefeito de Santo Antônio dos Lopes, município que recebe mensalmente milhões dos royalties da exploração do gás natural.

Como não conseguir eleger o sobrinho como sucessor do seu marido em Santo Antônio, Ana do Gás ficou sem aquele que foi o principal atrativo da exitosa campanha por uma vaga na Assembleia Legislativa. A consequência já é visível em muitos municípios onde a deputada tinha forte apoio.

Em Lago dos Rodrigues, o então prefeito Valdemar da Serraria apoiou a deputada em 2014. Já o atual prefeito Edjacir Leite (PP), rompeu com Ana do Gás por conta de acordos não cumpridos e declarou total apoio ao deputado estadual Vinicius Louro (PR). Em São Raimundo do Doca Bezerra, todos que apoiaram a deputada estão juntos com o prefeito Séliton Miranda (PDT) e vão apoiar o deputado Fábio Macedo (PDT). Em São Roberto o roteiro é o mesmo. Aqueles que apoiaram Ana do Gás estão com o prefeito Mundim do Luisão (PCdoB) e devem apoiar o deputado Glaubert Cutrim (PDT).

O desmanche das bases da deputada Ana do Gás não param por aí. Em Joselândia a deputada pode ficar sem lenço e documento, já que o prefeito está praticamente fechado com Márcio Honaiser, secretário de Estado de Agricultura e Pesca, pré-candidato a deputado estadual. A oposição também vai procurar um rumo distante da deputada. Há comentários que o prefeito Deusimar Serra (PCdoB) de Paulo Ramos deve abandonar o barco da deputada Ana do Gás e já conversa com outro deputado. São alguns exemplos em nossa região, mas em todo Maranhão lideranças estão desencantados com a deputada.

Sem os milhões do gás, a deputada Ana tão somente está pegando carona nas obras do governador Flávio Dino, fazendo algumas figurações em eventos institucionais e inaugurações. Perdeu o gás e pode perder as eleições de 2018.

Fonte: Carlos Barroso

 

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