
Eleito governador do Maranhão, sob a égide do programa comunista brasileiro levado a cabo pelo PCdoB e destituindo uma oligarquia política de meio século, o governador Flavio Dino traz em sua história pública uma marca: a da retidão, a qual tentaram recentemente manchar por uma acusação infundada de seu envolvimento na lava jato.
Ser comunista na política brasileira requer, antes de qualquer coisa, fidelidade a uma prática contra uma ordem que produz desigualdade e mistifica os valores democráticos em favor de uma tirania velada, nesse contexto, algumas questões precisam ser observadas, como: redefinir o estado burguês para atender as demandas dos trabalhadores e minimizar os efeitos da economia de livre mercado. No caso do Maranhão e principalmente Codó, por apresentar uma economia monopolista, o livre mercado seria, portanto, uma conquista em nosso tempo; segundo, diminuir as discrepâncias sociais e políticas ao incluir setores desfavorecidos.
Assim portanto promover ações de inclusão produtivas e socioculturais, atacar os mecanismo e estruturas do poder oligárquico para que as elites locais não se utilizem da máquina pública de forma privada. Caso tiverem o apoio do estado para continuarem a reprodução de seus projetos arcaicos e concentradores, teremos portanto falhado na condução de um processo revolucionário, ético e inclusivo.
Desta feita, ao refletir sobre a minha querida cidade de Codó, vimos a aproximação entre Zito e o Governador Flavio Dino, que acredito tenha sido aceita sem troca de favores particulares, visto que, em outras épocas, Zito teve que fazer alianças em troca de benefícios pessoais e processuais, não acredito portanto, que o governador Flavio Dino na sua retidão vá interferi para barrar processos contra o Zito agora denunciado pelo Deputado Cesar Pires.
O ex-prefeito Zito em sua odisseia de arranjos políticos fica, na linha de fogo do grupo Sarney, que sempre lhe deu suporte político, agora, Zito abandona-os por não querer ficar longe do poder, mas, por outro lado, terá o apoio político dos leões, entretanto, dentro ditames da legalidade e da ética o que pode não lhe ser suficiente.
Outro caso em Codó é relação ao atual prefeito Francisco Nagib, herdeiro de uma empresa que cobra até papel higiênico e estacionamento de bicicletas dos funcionários, suas fazendas com indícios de trabalho escravo contemporâneo, não receberá apoio moral do Governador, já que isso iria de encontro com sua própria história e consciência, pautada em práticas contrarias as do grupo FC, pois os comunistas lutam amplamente pela emancipação dos trabalhares e não pela sua exploração.
Diferente de Lobão, Flavio Dino também não deve interferi para ocultação de práticas injustas relativas a acumulação de capital, o que deixa o grupo FC sempre em alerta, por outro lado, o Governador não deve confiar no total apoio do grupo FC para sua reeleição em 2018, pois sua antiga aliada Roseana Sarney, está com candidatura praticamente definida e pode vir clamar apoio em troca dos muitos favores já concedidos.
O certo é que essa aproximação do atual prefeito de Codó ao governador traz benefícios, ou pelo menos deveria. Entretanto o pensamento e atitude monopolizadora, continua beneficiando apenas um pequeno grupo, os codoenses já sabe quem são. O município não é empresa privada, os benefícios que deveria atender a população que o elegeram, são desviados agravando a situação dos mais carentes que começam a passar fome.
Não se trata de falácias, um exemplo concreto foi a primeira fase do mais asfalto em Codó, as áreas beneficiadas nitidamente atende exclusivamente o grupo FC e seus aliados, como próximo de sua fábrica e sua mansão, nas ruas do primeiro escalão do governo, o que para mim, é muita mesquinharia, pra quem acumulou tanta riqueza material é muito pobre de espirito.
Nossa querida cidade precisa voltar a ser símbolo de orgulho da nossa gente e do nosso estado, para isso devemos todos nos unir e dá um basta a grupos que se utilizam da cidade para realizar seus projetos particulares, um basta aos que se beneficiam de alguma forma e se submetem a defenderem seus líderes ignorando a situação do resto da população, pois, aquilo que parece solidariedade, é apenas uma estratégia de enganação do povo pelo poder, afinal estão todos muito ricos. Renovação Geral.
Sayd Zaidan

3 Responses
Outra coisa o Sayd não sairá candidato à Dep. Estadual como ele queria a não ser que rompa com o Governador, mas Say não querer perder o emprego que tem no governo.
E nao sorri nao pra ti vêr kkkkkkkk
Ô Jacaré, a tal “ideologia partidária” acabou há muito tempo, só esquerdopatas insistem nesse mimimi. Flávio Dino(comunista aliado de milionário explorador das classes trabalhadoras?) é o “novo” com velhas práticas, se alia à oligarquias, coronéis e caciques municipais para tentar manter o poder. E pra manter teu empreguinho, em Codó tu vai ter que subir e bater palmas no mesmo palanque do Nagib, Zito. Chiquinho e o teu guru Flávio Dino. E sorrindo bastante, tá?