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SURGE MAIS UMA DAS PERIPÉCIAIS DE JOSIMAR DE MARANHÃOZINHO

Os nomes dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) foram encontrados em anotações e em mensagens dos celulares apreendidos pela Polícia Federal, durante a Operação Ágio, deflagrada em dezembro de 2020.

A ação apurou um suposto esquema de desvio de emendas orçamentárias destinadas a prefeituras maranhenses para a área da Saúde. Segundo as investigações, o cabeça da operação seria o agiota Josival Cavalcanti da Silva, mais conhecido como Pacovan, que usava seus postos de gasolina para lavagem de dinheiro do esquema.

Pacovan fazia a ponte entre os gestores municipais e os parlamentares. Em troca, exigia uma fatia generosa, que poderia chegar até 25% do valor desviado. A Operação Ágio teve início após denúncias do ex-prefeito de São José de Ribamar (PTB), que estava sofrendo ameaças e extorsões por parte do grupo de Pacovan.

Na residência de um dos envolvidos no esquema, Rocha Filho, foram apreendidos vários documentos relacionados com repasses federais destinados a municípios do interior do Maranhão, além de planilhas com valores e nomes de prefeituras relacionados.

Foi encontrada uma lista manuscrita com indicação de três emendas destinadas a São José do Ribamar, com o nome dos respectivos parlamentares. No documento aparece emendas de R$ 4.123.000 do deputado Bosco Costa (R$ 1.030.750 referente à parcela de 25%), de R$ 1.500.000 de Josimar Maranhãozinho (R$ 375 mil de propina) e R$ 1.048.000 de Pastor Gil, com R$ 262 mil de propina.

Diante dos dados apurados, a PF deflagrou alguns dias depois a Operação Descalabro, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do deputado Josimar do Maranhãozinho. Na ocasião, a polícia apreendeu R$ 2 milhões em espécie no escritório do parlamentar em São Luís.

Fonte: Luís Pablo

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