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TRABALHO ESCRAVO: EX-PREFEITO DE CODÓ, ZITO ROLIM, ESTÁ TODO ENROLADO COM A JUSTIÇA FEDERAL

Por Leandro de Sá • • Nenhum comentário

O ex-prefeito Zito Rolim pode em breve sofrer um revés em sua trajetória pessoal e política. É que a Justiça Federal está dando prosseguimento à ação penal 0071784-52.2012.4.01.0000/MA, em que ele figura como réu sob a acusação de manter, em sua propriedade, trabalhadores em situação análoga ao trabalho escravo. Se condenado, ele poderá ficar impedido de concorrer a qualquer mandato nas eleições do próximo ano.
Zito figura na lista suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego desde 2011, pois em dezembro de 2009 uma Comissão de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho (MPT), com agentes da Polícia Federal, encontraram 24 trabalhadores, incluindo um adolescente de 17 anos, em condições degradantes na Fazenda São Raimundo/São José.

O pagamento que eles recebiam por mês era muito inferior ao salário mínimo. Os alojamentos eram quatro barracos de palha, em formato de ocas, construídos debaixo de um palmeiral de babaçu, na beira de um açude poluído. A água consumida pelos trabalhadores vinha desse açude e não recebia nenhum tratamento ou processo de filtração.

No inquérito da Polícia Federal, além de Zito, foram indiciados José Edmilson Marinho de Sousa e Antonio Mauro da Silva Aguiar, ambos por aliciamento de trabalhadores rurais. O advogado João Ulisses de Britto Azedo é o defensor do ex-prefeito no processo, que teve mais uma movimentação nesta quarta-feira, 22 de novembro, e tem como relator o desembargador federal Cândido Ribeiro. Em setembro deste ano, o juiz federal Leão Aparecido Alves determinou a colheita de depoimentos de testemunhas.

Vale aguardar o que a Justiça Federal decidirá sobre a exploração de trabalhadores promovida por Zito Rolim na sua fazenda. A informação repassada ao blog é que denúncias recebidas devem agilizar o julgamento do caso.

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